O envelhecimento populacional é uma realidade crescente, e a obesidade e o excesso de peso constituem problemas de saúde pública relevantes entre a população idosa portuguesa, afetando a qualidade de vida e aumentando o risco de patologias crónicas, bem como o comprometimento da autonomia funcional e psicossocial. A intervenção familiar teve como objetivo prevenir a obesidade nas famílias idosas através da adoção de hábitos alimentares saudáveis e da prática de atividade física no âmbito do Programa de Vigilância de Saúde do Idoso de uma Unidade de Saúde Familiar. Utilizou-se a metodologia de projeto associada ao Modelo de Calgary de Avaliação e Intervenção Familiar de Wright e Leahey e ao Modelo de Promoção da Saúde de Pender, Murdaugh e Parsons, visando capacitar as famílias para escolhas alimentares equilibradas e pratica de atividade física regular. Foi realizado um estudo quantitativo, transversal e descritivo com 24 famílias para avaliar estilos de vida. As intervenções incluíram educação para a saúde, acompanhamento personalizado e abordagem sistémica, garantindo suporte contínuo à mudança comportamental para adotarem um estilo de vida saudável. O enfermeiro teve um papel fundamental como educador e facilitador, promovendo melhorias na saúde, reforçando o empoderamento familiar e garantindo a continuidade das intervenções.