A leishmaniose visceral configura-se como zoonose de elevada complexidade epidemiológica, influenciada por determinantes socioambientais e pela insuficiente adesão comunitária às medidas de controle vetorial. Diante desse cenário, este estudo descreve uma ação extensionista realizada por acadêmicos do curso de Farmácia da FAEDI, voltada à educação em saúde e à demonstração do uso da coleira antiparasitária como tecnologia preventiva. A intervenção, ocorrida em espaço de convivência da instituição, integrou diferentes recursos pedagógicos, como folder ilustrativo, cordel educativo e demonstração prática em um cão, visando fortalecer a compreensão do ciclo zoonótico, dos fatores de risco e das práticas de manejo ambiental. Os resultados demonstraram lacunas prévias no conhecimento dos participantes e, após a atividade, maior assimilação das medidas de proteção, principalmente no que tange ao uso adequado da coleira e ao papel do cão como reservatório urbano. A ação também possibilitou aos discentes o desenvolvimento de competências relacionadas à comunicação científica, vigilância de zoonoses e educação em saúde. Conclui-se que intervenções extensionistas culturalmente contextualizadas constituem estratégias eficazes para sensibilização comunitária e prevenção da leishmaniose em territórios vulneráveis.