A arquitetura escolar tem sido amplamente reconhecida como um fator que influencia diretamente o bem-estar e a aprendizagem. No entanto, a simples criação de ambientes inovadores não garante práticas pedagógicas transformadoras. Este capítulo discute o papel da formação docente como elemento central na promoção da saúde e do bem-estar em ambientes escolares inovadores. A partir da análise de dois contextos contrastantes – a Lee Elementary School (Texas, EUA) e escolas brasileiras que implementaram espaços flexíveis – o estudo evidencia que a inovação depende da capacidade humana de compreender e ativar o potencial dos ambientes. Os resultados mostram que, na Lee Elementary, a cultura colaborativa e a formação contínua resultaram em alunos mais tranquilos, autônomos e engajados, com baixíssima incidência de problemas de comportamento e desempenho acadêmico superior à média distrital. Conclui-se que ambientes saudáveis dependem de pessoas preparadas, e que a formação docente é a base para a promoção da saúde e da qualidade de vida nas escolas.