O presente capítulo discute o papel da psicologia no tratamento dos transtornos alimentares (TA), enfatizando as contribuições das terapias cognitivas e comportamentais, especialmente da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). Os transtornos alimentares configuram condições clínicas complexas, relacionadas a fatores biológicos, psicológicos e socioculturais, envolvendo prejuízos significativos à saúde física, emocional e ao funcionamento psicossocial dos indivíduos acometidos. A partir de uma revisão narrativa da literatura, baseada em produções científicas nacionais e internacionais, o estudo aborda os principais aspectos psicológicos envolvidos nesses quadros, incluindo distorções da imagem corporal, rigidez cognitiva, dificuldades na regulação emocional, perfeccionismo e padrões disfuncionais de autoavaliação. Além disso, destaca-se a atuação do psicólogo no contexto multiprofissional, enfatizando sua relevância na avaliação clínica, no acompanhamento terapêutico, na construção da aliança terapêutica e na promoção da adesão ao tratamento. O capítulo também discute a Terapia Cognitivo-Comportamental Aprimorada (TCC-E), modelo transdiagnóstico amplamente recomendado para o tratamento dos transtornos alimentares, por atuar na modificação de crenças disfuncionais e na construção de estratégias adaptativas de enfrentamento emocional. Conclui-se que a atuação psicológica, integrada ao cuidado multiprofissional, favorece mudanças cognitivas, emocionais e comportamentais duradouras, contribuindo significativamente para a prevenção de recaídas, recuperação clínica, promoção da saúde mental e melhoria da qualidade de vida dos pacientes.