A educação inclusiva, compreendida como um direito humano fundamental, tem se consolidado como um dos principais paradigmas educacionais nas últimas décadas, exigindo profundas transformações nas concepções pedagógicas, curriculares e institucionais das escolas. Paralelamente, a intensificação da diversidade cultural nos espaços escolares — marcada por diferenças étnico-raciais, sociais, linguísticas e identitárias — desafia modelos educacionais tradicionais baseados na homogeneização e na padronização dos processos de ensino e aprendizagem. Este artigo tem como objetivo analisar de que forma a diversidade cultural desafia os modelos tradicionais de educação inclusiva, discutindo a escola como espaço de reconhecimento das diferenças e de superação de práticas pedagógicas homogeneizadoras. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, de natureza básica, com objetivos exploratórios e procedimento bibliográfico, fundamentada em referenciais da educação inclusiva como direito humano, da educação intercultural crítica, da psicologia do desenvolvimento e das perspectivas socioculturais da aprendizagem. Os resultados indicam que a efetivação da educação inclusiva demanda práticas pedagógicas interculturais comprometidas com a equidade, o diálogo entre saberes e a valorização das singularidades dos sujeitos, contribuindo para a construção de uma escola democrática e socialmente justa.