A apraxia da fala é um distúrbio motor da fala caracterizado pelo comprometimento da programação e do planejamento dos movimentos voluntários dos órgãos fonoarticulatórios, na ausência de alterações musculares, sensoriais ou de compreensão. Diante de sua complexidade clínica, variabilidade sintomatológica e impacto significativo na comunicação, o presente trabalho aborda a apraxia da fala a partir de seus aspectos históricos, diagnósticos e terapêuticos, com base na literatura especializada. O problema central refere-se às dificuldades no diagnóstico e no tratamento, sobretudo em razão da inconsistência dos erros articulatórios, das alterações prosódicas e da dissociação entre fala automática e voluntária. Parte-se da hipótese de que a compreensão dos critérios diagnósticos e das abordagens terapêuticas contribui para uma atuação clínica mais eficaz. Trata-se de uma pesquisa de natureza bibliográfica, fundamentada em estudos clássicos e contemporâneos da fonoaudiologia, com análise de conceitos, critérios diagnósticos e propostas de intervenção. Os resultados evidenciam que o diagnóstico exige avaliação abrangente e criteriosa e que o tratamento demanda intervenções específicas, intensivas e direcionadas ao treino motor da fala, com acompanhamento contínuo e individualizado. Conclui-se que o investimento em abordagens terapêuticas baseadas em evidências é essencial para minimizar os impactos da apraxia da fala nas habilidades comunicativas, acadêmicas e sociais do indivíduo.