Este estudo examina as implicações da inteligência artificial generativa na integridade acadêmica, focando especificamente no fenômeno da terceirização do intelecto. A investigação articula uma análise crítica sobre como a simulação de competência algorítmica desafia os fundamentos da responsabilidade autoral e do esforço cognitivo autônomo. Através de uma revisão narrativa de literatura, o trabalho confronta referenciais sociológicos clássicos com os dilemas da governança algorítmica e da pressão produtivista na modernidade contemporânea. Discute-se a fragilização da função autoral e a erosão das habilidades analíticas diante de sistemas que operam sem compreensão semântica ou consciência moral. O objetivo é delimitar os marcos éticos da interação entre humanos e máquinas, defendendo a primazia da atuação humana na pesquisa. Conclui-se pela necessidade imperativa de um modelo de supervisão crítica, juntamente com a implementação de programas voltados ao letramento ético para o uso de IA, no qual o pesquisador assume o papel de curador e mentor das ferramentas digitais. Reafirma-se, assim, que a tecnologia deve atuar estritamente como suporte assistencial, preservando a universidade como espaço de pensamento original, ético e emancipador.