A Embriologia estuda o desenvolvimento embrionário e fetal e integra a formação do Enfermeiro, especialmente no cuidado à saúde da mulher e do neonato. Entretanto, as ementas dessa disciplina nos cursos de graduação em Enfermagem no Brasil apresentam variações entre instituições e nem sempre contemplam conteúdos relacionados à prática profissional. Este estudo teve como objetivo analisar o ensino de Embriologia nos cursos de Enfermagem no país e identificar suas relações com intercorrências gestacionais e neonatais prevalentes na prática clínica. Trata-se de pesquisa observacional, descritiva e transversal, realizada em duas etapas: levantamento de ementas e conteúdos programáticos de disciplinas de Embriologia e revisão integrativa da literatura. Foram analisadas 63 ementas de cursos de graduação em Enfermagem e 156 artigos científicos. Observou-se que a morfogênese inicial é abordada em todas as ementas analisadas, enquanto conteúdos como desenvolvimento dos sistemas orgânicos e distúrbios do desenvolvimento aparecem com menor frequência. Na literatura, as intercorrências mais associadas ao desenvolvimento embrionário e fetal envolvem principalmente os sistemas cardiovascular, nervoso e respiratório. Os resultados evidenciam fragilidades na formação do Enfermeiro quanto à integração entre conhecimentos embriológicos e sua aplicação clínica.