O estudo problematiza a importância dos movimentos sociais camponeses na formulação de políticas de formação docente do/para o campo, em articulação com às peculiaridades dos territórios rurais. Destaca a importância destes movimentos na consolidação da Educação do Campo como ideal político e pedagógico. Defende que além da dimensão técnico-científica, a formação docente para ensinar no campo, inclui a compreensão das múltiplas dimensões que envolvem os territórios rurais, como elemento inerente ao processo de identificação da escola camponesa. O referencial teórico dialoga com autores como Arroyo (2007); Hage (2011); Arroyo, Caldart e Molina (2011); Molina (2015) dentre outros que discutem os desafios da Educação do Campo e as políticas de formação docente do/para o campo no Brasil. A pesquisa adotou a abordagem qualitativa, cujos dados foram coletados por meio de revisão bibliográfica. Conclui que os cursos de formação inicial de professores/as devem articular os saberes acadêmicos com as realidades e especificidades da escola camponesa, enquanto pressuposto fundamental à formação do professor-educador do campo, que, ao contrário do professor no campo, é o profissional cuja prática educativa reverbera as lutas históricas do campesinato por igualdade de direitos, dentre os quais uma educação pública, gratuita e de qualidade.