O presente trabalho analisa o papel do Estado e das políticas públicas na formação dos gestores escolares. O objetivo consiste em refletir criticamente sobre como as políticas educacionais influenciam a atuação do gestor escolar e a efetivação do direito à educação, considerando as disputas ideológicas e os contextos sociais que permeiam sua formulação e implementação. Metodologicamente, trata-se de um estudo de natureza qualitativa, fundamentado em análise teórica e crítica de textos acadêmicos e materiais didáticos da área de gestão escolar. Os resultados evidenciam que as políticas públicas educacionais não são neutras, mas expressam projetos de sociedade, podendo tanto promover a justiça social quanto reforçar desigualdades. Destaca-se que a formação dos gestores escolares deve ultrapassar a dimensão técnico-administrativa, incorporando uma perspectiva crítica, participativa e comprometida com a equidade. Conclui-se que a articulação entre políticas públicas, atuação do Estado e formação crítica dos gestores é condição essencial para a construção de uma escola pública democrática, socialmente referenciada e voltada à transformação social.