A presente pesquisa discute a plataformização do trabalho como um novo modelo laboral estruturado pela precarização das relações de trabalho em prol da maximização da lucratividade, bem como analisa as interferências recíprocas entre o trabalho uberizado e a educação. Para a elaboração do estudo, realizou-se pesquisa bibliográfica e jurisprudencial destinada a contextualizar e conceituar os termos plataformização e uberização, examinando tanto os benefícios quanto os prejuízos que esse modelo pode gerar ao trabalhador. Trata-se de uma investigação qualitativa que utiliza o método dedutivo e a revisão de literatura como procedimentos fundamentais para a compreensão do fenômeno. Ao problematizar a crescente dependência de plataformas privadas, o estudo contribui para o debate acerca dos impactos estruturais da digitalização sobre os direitos trabalhistas e evidencia a necessidade de políticas e práticas educativas capazes de ampliar a emancipação humana, despertar a consciência crítica e promover a transformação social diante das lógicas corporativas que orientam o trabalho contemporâneo.