Este capítulo analisa a centralidade do registro no processo avaliativo na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental. O objetivo geral é investigar como a documentação pedagógica subsidia a avaliação mediadora e as intervenções docentes. Metodologicamente, a pesquisa caracteriza-se como um estudo qualitativo, integrando pesquisa bibliográfica fundamentada em autores como Hoffmann, Libâneo, e referências contemporâneas como Oliveira-Formosinho e Pascal (2019), além de uma pesquisa de campo com observação participante e entrevistas em uma instituição municipal. Os resultados indicam que, enquanto no Infantil IV o registro foca no desenvolvimento socioafetivo e motor, no 2º ano do Fundamental ele assume caráter diagnóstico para a alfabetização. Conclui-se que o registro não é uma exigência burocrática, mas uma ferramenta ética e política que torna o aprendizado visível, permitindo que o professor reflita sobre sua prática e ajuste suas metodologias às singularidades de cada criança, garantindo os direitos fundamentais preconizados pela BNCC e LDB.