O presente artigo analisa as relações entre tecnologia, alienação e emancipação humana, discutindo suas implicações para as práticas pedagógicas da Educação Física escolar na educação básica. Fundamentado no método materialista histórico-dialético, o estudo caracteriza-se como pesquisa de natureza teórica e bibliográfica, apoiada em autores que discutem as relações entre tecnologia, sociedade e educação, entre eles Marx, Vieira Pinto, Frigotto e Grinspun. A análise parte da compreensão de que a tecnologia constitui uma produção histórica vinculada ao desenvolvimento das forças produtivas e às formas de organização do trabalho, não podendo ser entendida como fenômeno neutro ou meramente instrumental. No interior da sociedade capitalista, o avanço científico e tecnológico revela caráter contraditório, podendo tanto intensificar processos de alienação quanto ampliar possibilidades de emancipação humana, dependendo das relações sociais que orientam sua produção e utilização. No campo da Educação Física escolar, as transformações tecnológicas também incidem sobre as formas de vivência da cultura corporal, exigindo abordagens pedagógicas que problematizem criticamente as relações entre corpo, tecnologia e sociedade. Conclui-se que a Educação Física pode contribuir para a formação de sujeitos capazes de compreender criticamente o desenvolvimento tecnológico, favorecendo uma apropriação consciente das tecnologias no processo de formação humana.