Este capítulo discute a integração entre tecnologias digitais, metodologias ativas e Inteligência Artificial (IA) no contexto escolar, analisando uma experiência formativa realizada com estudantes do Ensino Médio. A partir de referenciais como Castells (2018), Holmes e Tuomi (2022), Rojo e Almeida (2012), Lankshear e Knobel (2011), Paveau (2021) e UNESCO (2021; 2023), o estudo situa a inovação pedagógica em ecologias digitais caracterizadas por hipertextualidade, multiletramentos e automação discursiva. A prática analisada consistiu na produção de HQs e vídeos com apoio de IA generativa, envolvendo leitura literária, roteirização, elaboração de storyboards e criação multimodal. A metodologia adotada foi qualitativa, de caráter descritivo-analítico, apoiada em revisão narrativa de literatura e na observação da prática docente. Os resultados evidenciam que a mediação tecnológica, quando orientada por princípios éticos e críticos, potencializa processos de autoria, engajamento e aprendizagem ativa, promovendo práticas discursivas coerentes com os desafios contemporâneos. No entanto, a experiência também revelou tensões relativas à ética algorítmica, ao risco de desinformação e à necessidade de desenvolvimento do letramento digital crítico. Conclui-se que a IA pode ser integrada de forma pedagógica e inovadora na escola, desde que articulada a fundamentos éticos, formativos e metodológicos que assegurem autonomia, criticidade e participação responsável dos estudantes.