No Brasil, desde a Lei Complementar nº. 128/2008 formalizou diversos empreendedores, colaborando assim para o crescimento de empresas. Nesse contexto, os dados consolidados pelo IBGE mostram bem que diversos grupos populacionais e regiões do país estavam fora da realidade empreendedora almejada, fato esse que impulsiona as ações governamentais de diversificação do empreendedorismo. A partir dessa percepção, este trabalho tem o objetivo de apresentar uma análise dos dados consolidados pelo IBGE em 2022 que abordam o empreendedorismo feminino na Região Amazônica. Para a realização desta pesquisa qualitativa de objetivo explicativo e de procedimento documental e ex-post-facto, foi adotada a abordagem decolonial como perspectiva teórica para a análise dos dados consolidados. Nesses dados, foram observados diversos grupos de empreendedoras. Apesar disso, o empreendedorismo ainda se encontra em fase inicial na Região Amazônica, enquanto o empreendedorismo dos povos tradicionais ainda é subnotificado e dos povos originários pouco representado na consolidação dos dados. Foi possível concluir que a Região Amazônica se apresenta como uma fronteira para a cultura empreendedora e, ao contrário do mito de sucesso, a realidade do empreendedorismo é constituída de desafios, como foi apresentado no cruzamento de dados de empreendedores com as inscrições no CadÚnico e no Programa Bolsa Família.