Em um cenário global marcado por transformações tecnológicas, pressões socioambientais e a consolidação dos critérios ESG, a ética corporativa assume papel estratégico nas estruturas de poder e decisão. Este capítulo propõe um diálogo entre os principais pensadores da ética e da governança — Robert C. Solomon, R. Edward Freeman, Andrew Crane e Dirk Matten, John R. Boatright e Lynn Sharp Paine — reinterpretando suas contribuições à luz dos desafios organizacionais de 2025. Solomon (1992) fundamenta a integridade como virtude essencial à liderança; Freeman (1984) amplia a responsabilidade moral para todos os stakeholders; Crane e Matten (2007) incorporam a sustentabilidade e a cidadania corporativa; Boatright (2013) reforça a importância de mecanismos institucionais éticos; e Paine (2003) mostra que valores e propósito geram desempenho superior. Hoje, suas ideias convergem na necessidade de uma governança ética, transparente e orientada por propósito, capaz de equilibrar inovação, justiça e legitimidade. A ética deixa de ser apenas norma ou discurso moral e se torna um sistema vivo de gestão, integrando cultura, estratégia e governança. Assim, a empresa ética contemporânea é aquela que reconhece que o poder corporativo só é legítimo quando exercido com responsabilidade social e integridade institucional.