Este estudo avalia a eficiência dos programas de transferência de renda no Brasil (Bolsa Família, Auxílio Emergencial, Auxílio Brasil e Novo Bolsa Família), no período de 2014 a 2024, considerando os estados como unidades de análise. A metodologia combina a Análise Envoltória de Dados (DEA), regressões econométricas, explorando tanto a eficiência técnica (VRS) quanto a eficiência de escala (CRS). As variáveis incluíram orçamento, número de beneficiários e indicadores sociais como desigualdade (Gini), pobreza, extrema pobreza, emprego, analfabetismo, mortalidade infantil, IDH e PIB per capita. Os resultados revelaram heterogeneidade significativa entre os estados: a maioria alcançou eficiência técnica (VRS = 1), mas não atingiu eficiência plena sob CRS, indicando falhas de escala e não de gestão. O ano de 2020 destacou-se por maior alinhamento entre recursos e resultados, possivelmente devido ao Auxílio Emergencial, que elevou a cobertura e melhorou índices sociais de curto prazo. Em 2022, com o Auxílio Brasil, houve maior número de estados eficientes, mas persistiram deseconomias em unidades grandes e heterogêneas (como Bahia, Minas Gerais e Rio de Janeiro). Em 2023–2024, com o Novo Bolsa Família, nota-se retomada das condicionalidades e melhora parcial na eficiência distributiva.