O capítulo analisa as formas de governo e os regimes políticos à luz do pensamento de Norberto Bobbio, evidenciando sua relevância para compreender a estrutura e a legitimidade do poder político nas sociedades contemporâneas. Parte-se da tradição clássica de Aristóteles e Políbio, revisitada por Bobbio (1997), para discutir a natureza histórica, ética e cíclica das formas de governo. São examinadas as diferenças entre monarquia e república, bem como entre presidencialismo e parlamentarismo, analisando-se seus efeitos sobre a estabilidade institucional. Também são abordados os regimes democráticos, autoritários e totalitários, segundo o grau de liberdade e de participação dos cidadãos. O estudo conclui que, para Bobbio, nenhuma forma de governo é definitiva ou imune à corrupção, e que a vitalidade das instituições políticas depende da vigilância democrática e da consciência cívica. A reflexão demonstra que a teoria bobbiana permanece atual ao revelar que a democracia é um processo em constante transformação, exigindo renovação moral e política permanente.