O presente capítulo discute a aplicabilidade da Estratégia do Oceano Azul como motor de disrupção e sustentabilidade em ecossistemas empreendedores contemporâneos. Em um cenário global marcado por mercados saturados e competição predatória, comumente chamadas de "oceanos vermelhos", a transição para a inovação de valor torna-se um imperativo estratégico. O trabalho analisa o rompimento do trade-off entre diferenciação e baixo custo, explorando as ferramentas analíticas fundamentais propostas por Kim e Mauborgne, como a Matriz das Quatro Ações e a Curva de Valor. Ademais, o texto atualiza o debate ao integrar o impacto da Inteligência Artificial e da economia digital na criação de novos espaços de mercado em 2026. Ao abordar as barreiras à imitação e os desafios de execução organizacional, conclui-se que o Oceano Azul não deve ser encarado como um destino final, mas como uma mentalidade estratégica contínua e essencial para empreendedores que buscam tornar a concorrência irrelevante em um mundo de mudanças aceleradas.