O empreendedorismo social (ES) consolida-se como uma estratégia essencial para enfrentar desigualdades estruturais, unindo viabilidade econômica ao propósito de geração de impacto socioambiental positivo. Este capítulo analisa o ES sob uma perspectiva multidimensional, abordando sua função transformadora em comunidades vulneráveis e sua integração no contexto educacional. A fundamentação teórica articula os conceitos de capital social e redes de cooperação, fundamentais para a sustentabilidade das iniciativas em territórios de baixa renda. São discutidos os principais desafios enfrentados pelos empreendedores no Brasil, como a escassez de financiamento, entraves burocráticos e a necessidade de políticas públicas de fomento. Adicionalmente, examina-se o papel dos ecossistemas de inovação e das tecnologias digitais como catalisadores de soluções escaláveis e inclusivas. Conclui-se que o ES, ao fomentar o protagonismo juvenil e a cidadania ativa, atua como um motor do desenvolvimento sustentável e da justiça social, exigindo uma governança colaborativa entre Estado, academia e sociedade civil para a superação de barreiras sistêmicas.