Ler e escrever versos como arte de criação é um enfrentamento contumaz diante da complexidade das novas escritas das redes sociais. Enquanto a arte da criação — ler e escrever versos — surge sempre com sentimentos de amor e adrenalina emocionalmente provocantes à interpretação e à subjetividade, as redes sociais mais estimulam sentimentos primitivos que esgotam a dopamina por conta de estresse e ódio.
Desse jeito, a Linguagem da Internet, toda sua rapidez e expressividade, aumenta algoritmos e paradigmas na celeridade da informação e comunicação das novas tecnologias como ferramenta digital, fazendo dessa variação linguística um molde de criação insustentável de leitores contemporâneos na arte da escrita e da fala gramatical. No entanto, não conseguimos viver sem essa linguagem, e este conjunto de poemas livres e sonetos surge da arte de criação diacrônica e sincrônica como uma nova chance de vencer barreiras artificiais por meio da leitura de versos, estrofes e compartilhamento de poesias, que nunca podem ser reduzidas à prosa.
O nosso atual mundo digital de leitores e escritores enfrenta desafios crescentes no aprendizado, especialmente quando novos estudantes enfrentam isolamento comunicativo, passando de uma comunicação culta e coloquial para um diálogo cheio de cacoetes e palavras frívolas. Observando então, o livro resgata o mais tradicional da linguagem na escrita e na fala com estilos do gênero literário, que até hoje, vem dando fulcro às mais variadas linguagens da epistêmica história evolutiva da nossa consciência humana, que agora também é digitalmente evoluída com a Inteligência Artificial.
Jeazi Pinheiro Souza