Introdução: As crises de saúde pública constituem um dos desafios mais significativos do contexto contemporâneo, sendo amplamente influenciadas pelos processos de globalização. A rápida disseminação de doenças em escala global demandam respostas precisas, ágeis e coordenadas, voltadas à prevenção, ao monitoramento e à contenção de riscos, a fim de minimizar impactos sanitários, sociais e econômicos. Diversas organizações internacionais foram criadas com o objetivo de promover a cooperação entre os países em situações de crise global. Objetivo: Este estudo consiste em uma revisão bibliográfica sobre o enfrentamento de três pandemias que assolaram a humanidade nos últimos 100 anos: a Gripe Espanhola, a pandemia de Influenza A (H1N1) e a Doença do Coronavírus 2019 (COVID-19) com foco nas medidas de saúde pública adotadas. Metodologia: Trata-se de uma revisão bibliográfica realizada nas bases de dados Google Acadêmico, Scientific Electronic Library Online (SciELO) Brasil e no acervo digital da Must University. Foram selecionados oito estudos que tinham como foco as medidas de contenção em saúde pública na época. Resultado: Na Gripe Espanhola (1918 e 1919) registraram-se elevadas taxas de mortalidade e aproximadamente um terço da população mundial foi infectada, resultando em um cenário de grande instabilidade social e sanitária. Na pandemia de Influenza A (H1N1) a repercussão foi menor devido às experiências anteriores com o vírus influenza A. Por sua vez, a pandemia de COVID-19 disseminou-se rapidamente pelo mundo, ocasionando elevado número de óbitos e provocando profundas transformações sociais, econômicas e laborais. No Brasil, a desarticulação entre os integrantes do governo federal, a comunicação inadequada e o desabastecimento de insumos e vacinas contribuíram para o prolongamento da pandemia. Conclusão: Conclui-se que o fortalecimento das alianças intergovernamentais é fundamental em crises de saúde pública, a adoção de estratégias de comunicação eficiente constitui um elemento essencial para a gestão desses eventos, contribuindo para a disseminação adequada de informações e redução de incertezas entre a população. Nesse contexto, o compromisso dos governos com a proteção e o bem-estar da sociedade deve permanecer como prioridade, orientando a formulação e a implementação de políticas públicas voltadas à prevenção, ao controle e à mitigação dos impactos decorrentes das emergências sanitárias.