As organizações públicas passaram por diversas transformações ao longo do tempo em busca de maior eficiência, legitimidade e capacidade de resposta às demandas sociais. Nesse contexto, a teoria institucional contribuiu para compreender como organizações adotam modelos e práticas consideradas bem-sucedidas, fenômeno conhecido como isomorfismo institucional. Entretanto, a reprodução excessiva de padrões burocráticos pode gerar estagnação administrativa, dificultando a inovação e a adaptação às necessidades contemporâneas da sociedade. O presente trabalho teve como objetivo discutir os limites do isomorfismo institucional no setor público brasileiro e refletir sobre a importância da inovação, do empreendedorismo e do intraempreendedorismo como instrumentos de transformação organizacional. A metodologia utilizada consistiu em uma revisão bibliográfica e análise teórica de autores clássicos e contemporâneos das áreas de teoria institucional, gestão pública, inovação e empreendedorismo. O estudo abordou conceitos relacionados à burocracia, desenvolvimento, gestão pública gerencial, inovação no setor público e práticas intraempreendedoras aplicadas às organizações públicas brasileiras. Os resultados evidenciaram que a administração pública ainda apresenta estruturas excessivamente burocráticas, marcadas por rigidez organizacional, excesso de controle e baixa flexibilidade, fatores que dificultam processos inovadores. Observou-se também que o avanço tecnológico e as novas demandas sociais exigem modelos de gestão mais dinâmicos, participativos e orientados para resultados. Nesse cenário, o intraempreendedorismo surge como alternativa capaz de estimular a criatividade, a autonomia e a inovação dentro das instituições públicas, valorizando o papel do servidor público como agente de mudança organizacional. Conclui-se que a modernização da administração pública depende da adoção de práticas inovadoras que superem a simples reprodução de modelos institucionais, promovendo maior eficiência, participação social e capacidade de adaptação das organizações públicas frente aos desafios contemporâneos.