Introdução: A Região Amazônica, embora rica em biodiversidade e pluralidade cultural, enfrenta severas assimetrias socioeconômicas, isolamento geográfico e históricos vazios informacionais. Diante dessa realidade, as bibliotecas deixam de ser meros depósitos de acervos e assumem um papel político e pedagógico crucial. Objetivo: Analisar, por meio da literatura científica, o potencial das bibliotecas públicas, escolares e comunitárias como promotoras de justiça social, cidadania e desenvolvimento humano no contexto amazônico. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa do tipo revisão bibliográfica integrativa. A coleta de dados foi realizada nas bases de dados SciELO, BRAPCI e Google Acadêmico, delimitando-se o período de 2016 a 2026. Utilizou-se os descritores combinados: "bibliotecas", "transformação social", "mediação da informação" e "Amazônia". O referencial teórico foi ancorado em autores fundamentais da Ciência da Informação: Kira Tarapanoff, na discussão sobre inteligência social e inclusão; Emir Suaiden, no tocante à biblioteca pública como motor de desenvolvimento comunitário; e Luís Milanesi, na concepção da biblioteca como centro de ação cultural e emancipação do cidadão. Os dados foram analisados por meio da análise de conteúdo categorial. Resultados: A literatura contemporânea demonstra que as bibliotecas amazônicas atuam como espaços de resistência, mediando o acesso digital e salvaguardando a memória e os saberes tradicionais de populações ribeirinhas, indígenas e quilombolas. Dispositivos como bibliotecas comunitárias e itinerantes mostram-se vitais para romper o isolamento geográfico e conectar comunidades isoladas à cidadania. No entanto, os estudos também evidenciam um gargalo persistente de escassez de recursos, déficit de profissionais da área e complexas barreiras logísticas fluviais. Conclusão: Conclui-se então que as bibliotecas na Amazônia são pilares indispensáveis para a transformação e sustentabilidade social. Consolidar políticas públicas voltadas a essas áreas é urgente para garantir a sustentabilidade cultural e o empoderamento das populações locais frente aos desafios regionais e, além disso, garantir que as bibliotecas cumpram plenamente seu papel transformador, superando as barreiras estruturais da região.