Introdução: O implante contraceptivo subdérmico, que tem como característica ser flexível e possui aproximadamente 99% de eficácia, oferecendo proteção por três anos (Shams et al., 2024). A inserção será feita, preferivelmente, no braço não dominante da usuária, que estará na posição supina, expondo medialmente a parte superior do braço para medição da região, que é de 6 a 8 cm de distância do olécrano, no sulco bicipital medial. Após a medição, é necessário a antissepsia e anestesia local, geralmente usando lidocaína, e então usa-se o próprio dispositivo para inserí-lo na cavidade subdérmica (Barbieri et al., 2023). Objetivo: Descrever a implantação do contraceptivo subdérmico em uma unidade de saúde da família da cidade do Recife. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo do tipo relato de experiência, sobre implantação do contraceptivo subdérmico em uma unidade de saúde da família do Recife. As inserções foram realizadas levando em consideração o público alvo, adolescentes entre 11 e 19 anos, instituído pela Secretaria de Saúde do Recife no período de agosto a outubro de 2024. Os procedimentos foram realizados por um profissional enfermeiro habilitado e treinado pela secretaria de saúde do Recife e acompanhado de uma acadêmica de enfermagem. Já quando estas adolescentes não conheciam o método e a equipe se atentava que a mesma estaria dentro da faixa etária permitida, explicações sobre o implante eram realizados pela equipe de saúde e por fim, eram indagadas sobre o interesse na inserção, bem como familiares e adolescentes assinavam um termo de conhecimento sobre o método para a sua implantação após a assinatura. Resultados: Foram contempladas dez adolescentes com o método contraceptivo, e foram instruídas a retornarem à unidade no dia seguinte após a implantação para inspeção do procedimento. Considerações finais: podemos afirmar que o método contraceptivo utilizado do tipo implanom nas unidades básicas de saúde do Recife e maternidades representam um grande avanço científico, tecnológico e econômico em planejamento familiar, ainda mais por envolverem a saúde das adolescentes, que é a população que mais apresenta taxas de gravidez não planejadas no Brasil.