Introdução: A fase pré-analítica representa uma etapa determinante para a qualidade e a confiabilidade dos exames laboratoriais, sendo responsável por parcela significativa dos erros que impactam os resultados e a segurança do paciente. Objetivo: Descrever a oficina “Boas Práticas em Coleta de Sangue”, desenvolvida no âmbito do projeto “Ciclo de Melhoria da Qualidade na Fase Pré-Analítica”, com foco na padronização dos procedimentos de coleta de sangue e no fortalecimento das ações de educação permanente em um hospital universitário do Rio Grande do Norte. Metodologia: Trata-se de um relato de experiência referente à oficina realizada em maio de 2025, na modalidade presencial, com participação de farmacêuticos, biomédicos, enfermeiros, técnicos em análises clínicas e técnicos de enfermagem. Foram utilizadas metodologias ativas de ensino, incluindo simulações, gamificação e discussão de casos reais, articulando conteúdos teóricos e práticos. A programação contemplou acolhimento dos participantes, análise de falhas na fase pré-analítica, atividades interativas, feedback e avaliação de reação. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital Universitário Onofre Lopes, sob parecer nº 7.185.342. Resultados: A atividade apresentou elevada participação dos profissionais e favoreceu a identificação de problemas relacionados à fase pré-analítica. Entre as principais fragilidades discutidas destacaram-se a baixa resistência das etiquetas de identificação, falhas na comunicação sobre horários de coleta, dificuldades na logística de transporte das amostras e ausência de padronização em processos de encaminhamento externo. Como estratégias de melhoria, foram propostas a adoção de etiquetas mais adequadas, o aprimoramento da comunicação entre setores e a atualização dos procedimentos operacionais padrão. As atividades práticas contribuíram para a consolidação dos conteúdos abordados, e os participantes destacaram a aplicabilidade dos conhecimentos adquiridos. O índice médio de recomendação da atividade foi de 9,89. Considerações finais: A oficina contribuiu para o aprimoramento das competências relacionadas à coleta de sangue, favorecendo a adoção de práticas padronizadas e seguras na fase pré-analítica. A experiência evidenciou o potencial das metodologias ativas para a educação permanente de equipes multiprofissionais e reforçou a importância da atualização contínua dos procedimentos operacionais para a qualificação da assistência e da segurança do paciente.