A pesquisa apresenta uma revisão bibliográfica sobre as diferenças na construção do pensamento entre alunos surdos e ouvintes, analisando as implicações dessas diferenças para a prática educacional. Busca-se refletir sobre a necessidade de os educadores adaptarem suas estratégias de ensino, tanto na sala de aula regular quanto nos Atendimentos Educacionais Especializados (AEE), destacando a importância da formação adequada para promover um ensino inclusivo, eficaz e sensível às necessidades dos alunos surdos. O texto discute as modalidades linguísticas, incluindo a oralidade e a linguagem gesto-visual, evidenciando como essas formas de comunicação influenciam aspectos do desenvolvimento cognitivo e da aprendizagem. A análise histórica da educação de surdos mostra que métodos pedagógicos centrados exclusivamente na oralidade nem sempre atendem às necessidades específicas desses alunos, reforçando a importância de práticas didáticas que reconheçam e valorizem suas singularidades. O estudo também aborda a influência da língua portuguesa na aquisição inicial da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e na formação do pensamento dos surdos, apontando como a interação entre diferentes modalidades linguísticas pode impactar o aprendizado e a compreensão do mundo. Além disso, menciona-se a mecanização da educação, defendendo o diálogo como instrumento essencial para transformar práticas pedagógicas, estimular a autonomia e promover relações mais equitativas entre professores e alunos. Conclui-se que é fundamental desenvolver pesquisas contínuas para aprofundar a compreensão sobre a aprendizagem de alunos surdos e aprimorar as estratégias pedagógicas, de forma a reconhecer e potencializar suas experiências, habilidades e formas singulares de pensar. Assim, a pesquisa reforça a necessidade de uma educação que não apenas inclua, mas valorize a diversidade linguística e cognitiva, promovendo equidade, respeito e efetiva participação dos alunos surdos no processo educativo.