Introdução: O Diabetes Mellitus tipo 2 é uma doença crônica de elevada prevalência e importante problema de saúde pública, caracterizada pela resistência à insulina e hiperglicemia persistente. Por apresentar evolução silenciosa e exigir mudanças significativas no estilo de vida, a adesão terapêutica torna-se um dos principais desafios para o controle glicêmico e prevenção de complicações. Nesse contexto, destaca-se a atuação da enfermagem na Atenção Primária à Saúde como elemento essencial para promoção do autocuidado e fortalecimento do vínculo terapêutico. Objetivo: Caracterizar os desafios relacionados à adesão terapêutica e as intervenções de enfermagem voltadas ao cuidado de adultos com Diabetes Mellitus tipo 2 na Atenção Primária à Saúde. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada entre agosto e novembro de 2025, utilizando as bases de dados SciELO e PubMed, além de manuais e diretrizes do Ministério da Saúde, Sociedade Brasileira de Diabetes e Organização Mundial da Saúde. Foram incluídos estudos publicados entre 2020 e 2025, disponíveis na íntegra, relacionados à população adulta e à temática proposta. Ao final da seleção, foram analisados 32 estudos científicos. Resultados: Os estudos evidenciaram que a adesão ao tratamento do Diabetes Mellitus tipo 2 é influenciada por múltiplos fatores, incluindo baixa escolaridade, dificuldades emocionais, crenças equivocadas sobre a doença, efeitos adversos medicamentosos, dificuldades no manejo da insulinoterapia e limitações estruturais do sistema de saúde, como acesso insuficiente a exames e medicamentos. Em contrapartida, observou-se que intervenções de enfermagem, como educação em saúde, acompanhamento remoto, elaboração de planos terapêuticos individualizados, fortalecimento do vínculo profissional-paciente e utilização de ferramentas educativas, favorecem o autocuidado, a autonomia e a continuidade do tratamento. Considerações finais: O enfermeiro deve atuar como protagonista na adesão terapêutica do Diabetes Mellitus tipo 2, articulando educação em saúde e políticas públicas que assegurem acesso equitativo a medicamentos e exames. Somada às estratégias individualizadas para melhor controle glicêmico, prevenção de complicações e melhoria da qualidade de vida, reforçando a importância da Atenção Primária à Saúde no manejo da doença.