Introdução: as fraturas do osso frontal estão associadas a traumatismos de alta energia e correspondem a parcela relevante das lesões faciais. A parede anterior do seio frontal é a mais frequentemente acometida, podendo resultar em deformidades estéticas importantes. A conduta depende do grau de deslocamento, da integridade do ducto nasofrontal e do envolvimento da parede posterior. Objetivo: Relatar um caso de fratura da parede anterior do seio frontal com deslocamento, abordando diagnóstico e tratamento cirúrgico. Relato de Caso: Paciente do sexo masculino, vítima de trauma facial, apresentou edema, dor e deformidade em região frontal. Ao exame físico, evidenciou-se afundamento local, sem alterações neurológicas. A tomografia computadorizada revelou fratura deslocada da parede anterior do seio frontal, sem comprometimento da parede posterior ou do ducto nasofrontal. Optou-se por tratamento cirúrgico sob anestesia geral. Foi realizado acesso coronal, seguido de redução dos fragmentos ósseos e fixação com placas e parafusos de titânio. O procedimento ocorreu sem intercorrências. No pós-operatório, o paciente evoluiu satisfatoriamente, sem sinais de infecção, apresentando bom resultado estético e funcional. Discussão: Fraturas da parede anterior com deslocamento significativo apresentam indicação cirúrgica, principalmente por comprometimento estético. O acesso coronal é considerado padrão-ouro por permitir ampla exposição e adequada redução. A ausência de lesão do ducto nasofrontal e da parede posterior possibilita abordagem conservadora do seio frontal, evitando procedimentos como obliterac¸a~o ou cranialização. A fixação rígida interna apresenta bons resultados na literatura. Conclusão: O tratamento cirúrgico das fraturas deslocadas da parede anterior do seio frontal proporciona resultados satisfatórios quando bem indicado. A tomografia computadorizada é essencial para o planejamento e escolha da conduta.