Introdução: a educação desempenha papel essencial na formação humana, sendo responsável pela transmissão de conhecimentos, valores, hábitos e comportamentos necessários à convivência em sociedade. Associada ao desenvolvimento da linguagem e da cultura, ela contribui para a constituição do ser social e para a continuidade histórica das experiências humanas. Apesar de estar relacionada ao trabalho, a educação diferencia-se dele, pois o trabalho representa a principal mediação entre o homem e a natureza na produção da existência. Ainda assim, ambos permanecem interligados no desenvolvimento da vida social. Objetivo: compreender a função histórica da educação e sua relação com as transformações sociais ao longo do tempo, destacando seu papel na formação cultural dos sujeitos históricos. Busca-se também analisar como a educação deixou de ser uma prática coletiva para assumir funções seletivas e excludentes. Metodologia: análise histórica e reflexiva sobre a evolução da educação nas diferentes formas de organização social, por meio de pesquisa qualitativa descritiva e revisão bibliográfica. Com base em autores da literatura especializada, o texto apresenta discussões acerca das sociedades primitivas, nas quais a educação fazia parte das atividades coletivas e não havia distinção entre os indivíduos quanto ao acesso ao conhecimento. Posteriormente, aborda-se a transição para as sociedades modernas, momento em que a educação passou a atender aos interesses de determinados grupos sociais. Resultados: a partir de teóricos como Saviani, Frigotto, Hilsdorf, Cambi e Manacorda, evidencia-se que a educação assumiu funções distintas conforme as mudanças históricas e sociais. Além disso, o Estado utilizou a educação como mecanismo ideológico para naturalizar desigualdades sociais. O que se verifica, afinal, é um modelo de escola não-democrática, que reforça e legitima as assimetrias sociais já existentes. Considerações Finais: conclui-se que a educação está diretamente vinculada às condições históricas e sociais de cada período. Embora tenha sido utilizada como instrumento de dominação, ela também possui potencial transformador, permitindo ao ser humano ampliar seus conhecimentos e superar determinadas limitações sociais e culturais.