Este estudo tem como objetivo analisar criticamente a relação entre a prática da enfermagem e a saúde bucal da pessoa idosa, considerando a influência da senescência, da microbiota oral e da inflamação sistêmica no processo de envelhecimento. A população idosa apresenta expressivo crescimento demográfico, demandando reorganização dos sistemas de saúde para atender suas necessidades específicas, com ênfase na promoção do envelhecimento saudável e ativo, na prevenção de incapacidades e ampliação da rede de suporte social e comunitário. Neste contexto a Década do Envelhecimento Saudável discuti ações que amplie o planejamento e suprimento das reais demandas dessa população. Além disso, os objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS -3: Saúde e Bem Estar) favorece a inclusão de todas as idades, alcançando metas globais e promovendo o envelhecimento ativo e saudável A enfermagem em seu processo de cuidado centrado no indivíduo, na família e na comunidade, promove o bem-estar dos pacientes sob sua responsabilidade, exigindo um profundo conhecimento, responsabilidades, empatia e comprometimento com a vida humana (Cofen,2024). Contudo, observa-se lacuna significativa na formação quanto aos cuidados bucal, com avaliação limitada nos currículos do Ministério da Educação, gerando barreiras em técnicas prática (DCNs,2001). Para efetividade, exige-se colaboração continua entre equipes de odontologia e enfermagem, proporcionando cuidado integral e eficiente (Morén et al.,2023). Método: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura realizada com artigos publicados nas bases de dados SciELO e PubMed, utilizando descritores relacionados à enfermagem, saúde bucal e envelhecimento, no período de 2015 a 2025. Resultados: Evidenciou-se associação entre disbiose oral, inflamação crônica de baixo grau e agravamento de doenças sistêmicas prevalentes na população idosa. Nesse contexto, a enfermagem apresenta papel estratégico na identificação precoce de alterações bucais, educação em saúde e promoção do cuidado integral. Conclusão: A incorporação da avaliação e do cuidado da saúde bucal na prática assistencial da enfermagem pode contribuir para a melhoria da qualidade de vida e para a prevenção de complicações sistêmicas de pessoas idosas, reforçando a necessidade de abordagens interdisciplinares para o cuidado integral desta população.