Este artigo discute as implicações do uso de indicadores na avaliação de contextos estocásticos, elegendo-se como foco de estudo aqueles estabelecidos pelos órgãos reguladores para a avaliação dos cursos de graduação. A pesquisa foi conduzida segundo as diretrizes metodológicas de avaliação de processo e análise documental, numa abordagem qualitativa. Os indicadores foram analisados considerando-se a natureza estocástica do processo de ensino, amparando-se nos pressupostos conceituais e metodológicos para geração de indicadores de Trzesniak (1998, 2014). Considerando-se que, na presença das relações estocásticas, reduz-se o grau de controle de processo propiciado pelos indicadores, se comparado a situações determinísticas, faz-se necessário tratá-los e interpretá-los com cautela, de modo a assegurar a fidedignidade e a legitimidade do processo avaliatório.