Este ensaio teórico analisa a legitimidade do estudo como parte integrante da jornada de trabalho dos Técnicos Administrativos em Educação (TAEs), com base na Constituição Federal de 1988, na Lei n° 8.112/1990 e na Lei n° 11.091/2005. Argumenta-se que o reconhecimento institucional do estudo, quando planejado e compatível com as atribuições do cargo, contribui para eficiência e para equidade na carreira pública. O texto discute como a forte dependência da titulação stricto sensu para o avanço remuneratório gera desigualdades estruturais, especialmente diante do acesso limitado a mestrado e doutorado. A comparação com a carreira do INSS, evidencia que modelos com menor dependência de titulação acadêmica podem produzir trajetórias de progressão mais democráticas. A análise permite concluir que incorporar o estudo à jornada de trabalho é a medida legítima e estratégica para promover equidade e desenvolvimento institucional.