O presente estudo analisa os desafios contemporâneos relacionados ao envelhecimento funcional, à saúde mental e à aposentadoria no serviço público educacional, com ênfase na necessidade de políticas institucionais humanizadas voltadas à valorização humana e à continuidade simbólica do pertencimento institucional. Fundamentado em referenciais interdisciplinares do Serviço Social, da Gerontologia Social, da Psicologia Social e da Educação, o estudo caracteriza-se como pesquisa qualitativa, exploratória, bibliográfica e documental. Os resultados evidenciam lacunas persistentes no acolhimento emocional, na escuta qualificada e na valorização dos saberes acumulados pelos servidores em processo de transição pós-carreira, bem como a prevalência de etarismo e invisibilização institucional que contribuem para sofrimento psíquico e ruptura identitária. Conclui-se que a aposentadoria não deve ser compreendida como encerramento da utilidade social do trabalhador, mas como etapa legítima da trajetória humana, exigindo políticas de cuidado integral, valorização da memória institucional, fortalecimento intergeracional e promoção da saúde mental.