O presente artigo pretende analisar a Greve Nacional da Educação Federal de 2024, com ênfase nas reivindicações, no desenvolvimento do movimento e nos resultados obtidos pelos Técnicos Administrativos em Educação (TAEs). O estudo situa a greve no contexto de uma década marcada por congelamento salarial, fragilização dos canais de negociação e reestruturações nas políticas do serviço público federal, especialmente entre 2016 e 2022. A partir de 2023, a reabertura da Mesa Nacional de Negociação Permanente reconfigura parcialmente o diálogo entre governo e servidores, mas não impede o acúmulo de tensões que culmina na deflagração do movimento grevista em 2024. Metodologicamente, a pesquisa adota abordagem qualitativa, com análise documental de normas, notas sindicais e registros de negociação. Os resultados indicam que, embora a greve não tenha atendido integralmente às reivindicações, houve avanços significativos, especialmente na reestruturação do Plano de Carreira dos TAEs e na definição de reajustes escalonados para os anos subsequentes. A greve de 2024 expressa tanto os limites quanto as potencialidades da ação coletiva no serviço público federal, articulando dimensões salariais, institucionais e políticas da educação pública.