O presente trabalho descreve o percurso das reformas educacionais que foram feitas ao longo do estabelecimento da República no Brasil. De início, aponta-se a maneira como as oligarquias influenciavam as reformas, buscando a manutenção do sistema de governo vigente e imprimindo forte federalismo no contexto da educação escolar. Logo em seguida trata-se da educação no Estado Novo, onde segue-se a ótica de fortalecer a educação pautada no fortalecimento de um ideário nacionalista e impera-se o discurso dos reformistas educacionais. Molda-se uma educação para a massa trabalhadora, que seria diferenciada da educação para as elites intelectuais e da educação para a Elite que administraria o país. Neste período as reformas educacionais passam a ser pensadas de maneira nacional. No contexto mais recente, tem-se a trajetória da construção e a promulgação de uma Lei de Diretrizes e Bases da Educação, que veio a solucionar algumas lacunas existente na educação escolar brasileira sem, no entanto, ser imune à problematizações. Desta forma, faz-se uma análise da situação educacional na atualidade. Por fim, aborda-se a respeito da finalidade central da educação: que é dar acesso ao saber sistematizado, defendendo-se aqui uma educação apartada da subserviência aos interesses de atores sociais manipuladores.