Esta pesquisa analisa a tensão entre tecnofobia, tecnoestresse, resistência tecnológica e uso qualificado da inteligência artificial generativa no contexto dos saberes digitais necessários ao trabalho público, com recorte nos servidores técnico-administrativos em educação. Trata-se de um ensaio teórico-reflexivo, de abordagem qualitativa, natureza básica e objetivo exploratório, desenvolvido por meio de pesquisa bibliográfica e documental. A discussão fundamenta-se em autores que tratam da resistência tecnológica e do tecnoestresse, bem como em documentos oficiais sobre inteligência artificial generativa, competências digitais e serviço público. Os resultados indicam que a resistência à IA generativa não deve ser compreendida como simples recusa individual à inovação, mas como fenômeno sociotécnico relacionado à capacitação, governança, segurança informacional, responsabilização e condições institucionais de uso. Conclui-se que a apropriação crítica dessas ferramentas depende de formação continuada, orientação normativa e valorização dos saberes profissionais, para que sejam utilizadas como apoio ao trabalho público, e não como substitutas da responsabilidade humana.