Este capítulo analisa o impacto da Inteligência Artificial (IA) generativa na produtividade do setor público brasileiro. Diante da Quarta Revolução Industrial, o Estado busca modernizar processos tradicionalmente analógicos e burocráticos. A pesquisa, de natureza qualitativa e exploratória, utiliza análise documental e bibliográfica para mapear ferramentas como os sistemas Alice e GABI do Tribunal de Contas da União, além de diretrizes do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. Os resultados demonstram que a IA generativa reduz significativamente o tempo de redação administrativa e o esforço cognitivo em tarefas repetitivas, permitindo que o servidor público foque em atividades analíticas e estratégicas. Contudo, a eficácia dessas ferramentas está condicionada à supervisão humana constante, à mitigação de vieses algorítmicos e ao respeito à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Conclui-se que a IA não substitui o julgamento humano, mas atua como um assistente digital capaz de potencializar a eficiência e a transparência na entrega de serviços à sociedade, desde que amparada por marcos regulatórios como o Projeto de Lei nº 2338/2023.