Este capítulo discute a relação entre os estudantes da geração Z, especialmente os chamados screenagers, e o universo educacional contemporâneo. O termo screenagers refere-se a crianças e adolescentes que cresceram em contato intenso com telas, dispositivos móveis, internet, jogos digitais, redes sociais e ambientes virtuais. O objetivo do estudo é analisar como essa experiência tecnológica interfere no percurso escolar, nas formas de aprendizagem, na relação com professores e na organização das práticas pedagógicas. A metodologia adotada é a pesquisa bibliográfica, fundamentada em autores que discutem cultura digital, gerações, tecnologias educacionais, objetos digitais de aprendizagem e cibercovivência. A análise indica que as tecnologias ampliam possibilidades de autoria, colaboração, interatividade e acesso ao conhecimento, mas também apresentam desafios relacionados à dispersão, à violência virtual, ao uso acrítico da internet e à necessidade de formação docente. Conclui-se que a escola não deve rejeitar a cultura digital dos estudantes, mas integrá-la criticamente ao currículo, promovendo práticas pedagógicas contextualizadas, seguras e significativas.