Desde as pinturas rupestres até à era digital, a humanidade sempre procurou formas de registrar e transmitir conhecimento. A evolução tecnológica, especialmente após a Primeira Guerra Mundial, trouxe grandes transformações nos sistemas de informação, culminando na atual Era da Informação. No setor da saúde, essa evolução refletiu-se na forma como os dados são armazenados e utilizados, desde os registros manuais até aos modernos sistemas informatizados. Trata-se de uma revisão de literatura com o objetivo de apresentar a evolução histórica da informática na saúde e como a pandemia de COVID-19 pode ter influenciado no processo de telessaúde e telemedicina. A informatização da saúde teve marcos importantes, como a criação do Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP) e sistemas nacionais como o SINAN e SIAB. Esses avanços permitiram uma gestão mais eficiente dos dados clínicos e administrativos. A telemedicina e a telessaúde também se destacaram, inicialmente impulsionadas por necessidades específicas, como o acidente radiológico de Goiânia, e posteriormente regulamentadas com mais robustez após a pandemia de COVID-19. A pandemia evidenciou deficiências no modelo tradicional de cuidados e acelerou a digitalização da saúde, destacando a importância do uso das tecnologias da informação. Contudo, também levantou preocupações sobre a privacidade dos dados, com a necessidade de legislação adequada face aos riscos da utilização massiva de dados pessoais. Assim, a evolução da informática em saúde reflete não só os avanços tecnológicos, mas também os desafios éticos e operacionais que acompanham a digitalização da medicina.