A dermatite de contato irritativa (DCI) está entre as dermatoses ocupacionais mais frequentes e representa importante agravo à saúde de trabalhadores expostos a agentes físicos e químicos no ambiente laboral. Entre os profissionais da saúde, o uso recorrente de luvas, sanitizantes, sabões, detergentes, álcool em gel, roupas de proteção e máscaras pode contribuir para o desenvolvimento ou agravamento de lesões cutâneas. Este capítulo teve como objetivo analisar a DCI associada ao trabalho em profissionais da saúde, comparando os principais fatores ocupacionais descritos antes e durante a pandemia de COVID-19. Trata-se de uma revisão bibliográfica, realizada nas bases PubMed e SciELO, com artigos publicados entre 2010 e 2022. Após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, foram selecionados 19 estudos. Os achados indicaram que, no período anterior à pandemia, as lesões acometiam principalmente as mãos, associadas ao uso de luvas e produtos químicos. Durante a pandemia, observou-se aumento de queixas em face e mãos, relacionado ao uso prolongado de máscaras, especialmente N95, e à intensificação da higienização. Conclui-se que a prevenção, o diagnóstico precoce, a notificação e a educação permanente são fundamentais para reduzir agravos, afastamentos e impactos psicossociais e laborais.