A Síndrome de Burnout constitui um severo distúrbio psicossocial de alta incidência na equipe de enfermagem, sendo deflagrada pela exposição contínua a estressores laborais crônicos. Manifesta-se por meio do esgotamento das reservas emocionais, atitudes de despersonalização e declínio severo na autoeficácia e realização profissional, comprometendo diretamente a integridade do trabalhador e a segurança dos pacientes assistidos. O presente capítulo tem por objetivo mapear e discutir criticamente as evidências científicas vigentes acerca dos programas institucionais e individuais de manejo do estresse voltados ao tratamento do esgotamento em enfermeiros clínicos. Conduziu-se um levantamento estruturado em bases de dados bibliográficas nacionais e internacionais pautado em uma revisão de escopo prévia. Foram catalogados e analisados 19 artigos originais que detalharam intervenções variadas, incluindo meditação mindfulness, psicologia positiva, técnicas de relaxamento muscular, ioga clássica, ioga do riso, musicoterapia aplicada, terapia cognitivo-comportamental, reuniões de grupos Balint e arteterapia com mandalas. As evidências atestam reduções substanciais nos índices de exaustão, aliadas ao incremento da resiliência individual. A técnica de mindfulness sobressaiu-se em termos de frequência amostral e consolidação de desfechos favoráveis. Conclui-se que intervenções estruturadas para controle do estresse representam pilares fundamentais para a promoção da saúde mental ocupacional no ambiente hospitalar.