O estudo analisou a associação entre absenteísmo-doença por sofrimento mental e riscos psicossociais relacionados ao trabalho em profissionais de enfermagem dos serviços públicos de saúde, à luz da atualização da NR-1. Trata-se de revisão integrativa da literatura, com busca sistematizada nas bases Google Acadêmico, ScienceDirect e SciELO, abordagem quali-quantitativa, natureza aplicada e objetivos descritivo-exploratórios. Foram incluídos artigos originais, publicados entre 2022 e 2026, realizados no Brasil ou com trabalhadores brasileiros, que abordassem saúde mental, enfermagem, absenteísmo, presenteísmo, estresse, burnout, fadiga, qualidade de vida, violência laboral, capacidade para o trabalho e riscos psicossociais. A busca inicial identificou 382 publicações; após exclusões por revisão, duplicidade, ausência de contexto brasileiro e inadequação ao escopo, 18 estudos compuseram a amostra final. Os achados evidenciaram que sobrecarga, escassez de profissionais, precarização dos vínculos, violência, baixa autonomia, deficiência de recursos, falta de reconhecimento, fragilidades na liderança e ausência de espaços de escuta favorecem sofrimento mental, presenteísmo, perda de produtividade e absenteísmo-doença. Conclui-se que o absenteísmo-doença por sofrimento mental deve ser compreendido como indicador institucional de riscos psicossociais, demandando ações preventivas, coletivas e contínuas orientadas pela NR-1, com foco na promoção da saúde, da qualidade de vida e do bem-estar laboral da enfermagem no serviço público.