Os Técnicos?Administrativos em Educação (TAEs) desempenham funções essenciais para o funcionamento das universidades federais, atuando em diversas frentes de suporte que viabilizam ensino, pesquisa e extensão. Todavia, seu trabalho é frequentemente invisibilizado mascarando sua centralidade institucional. Estudos indicam alta prevalência de transtornos psicológicos: ansiedade, depressão (até 51,6%), e síndrome de burnout (50%) entre TAEs, associados à sobrecarga de trabalho, assédio moral, falta de reconhecimento e gestão autoritária. Conclui-se que o sofrimento psíquico dos TAEs é um problema institucional, não individual. Medidas paliativas são insuficientes; impõe-se a adoção da Norma Regulamentadora NR?1 (riscos psicossociais) nas IFES, além da recomposição de quadros, combate aos assédios e gestão democrática. Sem essas mudanças, esta categoria profissional seguirá adoecendo, comprometendo a própria existência da instituição.