A violência no trabalho contra profissionais de enfermagem constitui importante fator de adoecimento mental e desgaste ocupacional, especialmente diante da sobrecarga assistencial, baixa autonomia, desvalorização profissional e fragilidade institucional. Este estudo teve como objetivo analisar os impactos da violência laboral na saúde mental da enfermagem, com ênfase na agressão verbal, no assédio moral e na desvalorização profissional. Foi realizada uma revisão integrativa da literatura brasileira publicada entre 2022 e 2026, nas bases Google Scholar, Elsevier e PubMed, com seleção de estudos originais sobre violência e saúde mental entre trabalhadores de enfermagem no Brasil. A busca resultou em 362 registros. Após triagem, leitura integral e aplicação dos critérios de elegibilidade, 20 artigos compuseram a amostra final. Os achados indicaram elevada prevalência de agressões verbais, assédio moral, violência psicológica e práticas de intimidação, associadas a ansiedade, depressão, insônia, medo, irritabilidade, transtornos mentais menores, estresse pós-traumático, redução da satisfação profissional e burnout. Conclui-se que o enfrentamento institucional da violência laboral é essencial para proteger a saúde mental e a qualidade de vida no trabalho da enfermagem.