O envelhecimento populacional tem ampliado a demanda por cuidados de saúde voltados às necessidades específicas da pessoa idosa. Nesse contexto, os exames laboratoriais desempenham papel relevante na promoção da saúde, prevenção de agravos, diagnóstico, monitoramento terapêutico e acompanhamento de doenças crônicas. Este capítulo tem como objetivo discutir a contribuição da medicina laboratorial para o cuidado integral à saúde da pessoa idosa, destacando aspectos relacionados à interpretação dos exames, às particularidades do envelhecimento e às perspectivas futuras da área. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura realizada a partir de publicações científicas indexadas nas bases PubMed e SciELO, além de documentos técnicos e institucionais relacionados à saúde do idoso e à medicina laboratorial. A literatura evidencia que alterações fisiológicas decorrentes do envelhecimento, multimorbidades, polifarmácia e variabilidade biológica podem influenciar os resultados laboratoriais, exigindo análise contextualizada e integrada à avaliação clínica. Também são discutidos desafios relacionados à obtenção de amostras biológicas e à escassez de intervalos de referência específicos para idosos. Entre as perspectivas futuras destacam-se o desenvolvimento de biomarcadores para doenças associadas ao envelhecimento e o uso de tecnologias para monitoramento remoto e não invasivo de parâmetros laboratoriais. A integração entre avaliação clínica e medicina laboratorial é fundamental para qualificar a assistência e favorecer o envelhecimento saudável.