Este estudo analisa as relações de trabalho de servidores com deficiência na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), com ênfase nas práticas inclusivas de gestão de pessoas. A pesquisa teve como objetivo compreender as dinâmicas laborais vivenciadas por esses servidores, considerando aspectos relacionados à acessibilidade, inclusão, capacitismo, saúde e significado do trabalho. A investigação fundamenta-se na compreensão da deficiência como fenômeno social e multidimensional, reconhecendo que as barreiras enfrentadas pelas pessoas com deficiência não se restringem às limitações individuais, mas decorrem também de estruturas organizacionais, culturais e atitudinais. Metodologicamente, trata-se de um estudo de caso de abordagem quali-quantitativa, realizado por meio de questionários aplicados a servidores com deficiência, entrevistas semiestruturadas e análise documental de normativas institucionais e legislações sobre inclusão. Os resultados evidenciaram a permanência de barreiras arquitetônicas, comunicacionais e atitudinais, além da presença de capacitismo estrutural nas relações de trabalho. Observou-se também que o trabalho possui papel ambíguo, podendo representar tanto pertencimento, autonomia e realização profissional quanto sofrimento e desgaste físico e emocional. Conclui-se que a promoção da inclusão exige ações institucionais contínuas, políticas de acessibilidade e processos de sensibilização organizacional capazes de fortalecer ambientes laborais mais equitativos e humanizados.