Este estudo investiga se as abordagens qualitativa e quantitativa exibem diferenças explicitamente observáveis em suas configurações metodológicas, indo além das distinções usualmente tratadas em chave epistemológica. Tomando como caso a área de Design, analisam-se artigos publicados no periódico Design Studies, com foco na coocorrência entre métodos de pesquisa e técnicas de coleta de dados. Após tabulação e higienização dos registros, constroem-se, para cada abordagem declarada, redes bipartidas ponderadas (métodos–técnicas), nas quais as arestas representam coocorrências e seus pesos refletem frequências. As redes são comparadas por métricas estruturais (densidade, assortatividade, centralização de Freeman, modularidade, centralidades de grau ponderado e intermediação). Os resultados indicam que a rede qualitativa é mais densa e menos centralizada, sugerindo plasticidade combinatória e pluralismo metodológico. Em contraste, a rede quantitativa apresenta menor densidade e maior centralização, com dependência mais forte de configurações dominantes (hubs), compatível com padronização e organização mais hierárquica. Conclui-se que a análise de redes fornece evidência empírica para distinções teóricas clássicas, com limitações de generalização ao recorte adotado.