O presente estudo realizou uma revisão narrativa e teórica da literatura acerca do potencial fitoquímico e farmacológico do extrato de Acmella oleracea (jambu) e de seu princípio ativo molecular, o espilantol, como estratégia terapêutica na Odontologia contemporânea. As buscas bibliográficas foram realizadas estruturalmente nas bases de dados Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), PubMed e LILACS, utilizando de forma associada os descritores e termos livres: Fitoterapia, Odontologia, Acmella oleracea, Espilantol e Sensibilidade Dentária. Incluíram-se revisões críticas, ensaios laboratoriais e estudos clínicos primários publicados predominantemente entre 2016 e 2026. A literatura científica mapeada demonstra que o espilantol (uma N-alquilamida linear) possui ação analgésica e anti-inflamatória multifatorial no complexo dentino-pulpar. Ele atua bloqueando quimiossensivelmente os canais nociceptivos TRPA1 e TRPV1, reduzindo o influxo de cálcio e a condução dolorosa neural. Adicionalmente, atua de forma anti-inflamatória competitiva sobre as vias da COX-2 e 5-LOX e bloqueia a translocação do fator de transcrição NF-?B, diminuindo drasticamente citocinas pró-inflamatórias (TNF-?, IL-1? e IL-6). Do ponto de vista biotecnológico, as matrizes poliméricas bioadesivas surgem como sistemas eficientes e ecológicos de entrega, garantindo liberação controlada e mucoadesão sem interferir nos resultados estéticos dos tratamentos clareadores. O extrato padronizado de jambu consolida-se como um ativo biotecnológico promissor, seguro e eficaz, alinhado aos preceitos da química verde para o manejo clínico preventivo e terapêutico na Odontologia.