Este estudo in vitro avaliou a ação de diferentes dentifrícios sobre a morfologia da dentina erodida. Foram preparadas 75 amostras de dentina cervical bovina, divididas em cinco grupos (n=15): GC – dentifrício sem flúor (controle negativo); GSnF2 – dentifrício antierosivo com SnF2 (controle positivo); GACPCPPF – dentifrício com fosfopeptídeo de caseína e fosfato de cálcio amorfo fluoretado (ACP-CPPF); GnanoHAP – dentifrício com nano-hidroxiapatita; GHAP+F – dentifrício com hidroxiapatita, flúor e xilitol. Para indução da lesão erosiva inicial, os espécimes foram expostos ao ácido cítrico por 10 minutos. Em seguida, receberam os dentifrícios e foram submetidos a um protocolo erosivo-abrasivo por 5 dias. Foram realizadas análises de microdureza KHN e microscopia confocal a laser 3D. Os dados foram analisados por ANOVA de duas vias, ANOVA/Tukey e teste t pareado (?=0,05). Todos os grupos, exceto o GC, apresentaram aumento significativo da microdureza. GACPCPPF mostrou menor perda de volume e rugosidade. Os dentifrícios remineralizantes protegeram a dentina erodida contra perda mineral, com destaque para o ACP-CPPF, seguido pelo HAP+F.